Retro Raúl González Camisola – O Lendário Número 7 Merengue
Spain · Real Madrid, Schalke 04
Raúl González Blanco, conhecido mononimamente como Raúl, é um nome que ressoa como poucos na história do futebol europeu. Nascido em Madrid e forjado nas camadas jovens do Atlético antes de cruzar a cidade rumo ao Real Madrid, Raúl tornou-se o símbolo máximo de uma era dourada no Santiago Bernabéu. Com mais de mil jogos na carreira, é considerado um dos melhores avançados de sempre e continua a ser o melhor marcador espanhol de todos os tempos na UEFA Champions League, com impressionantes 71 golos. A retro Raúl González camisola é hoje uma peça de culto entre coleccionadores que procuram reviver os anos noventa e dois mil, quando o número 7 branco dançava sobre o relvado com elegância discreta. O seu festejo colocando o dedo no anelar, dedicado à esposa, tornou-se uma das imagens mais emblemáticas do futebol moderno. Raúl não era apenas um goleador; era um capitão silencioso, um líder pelo exemplo, um ídolo que fez gerações inteiras sonhar com a camisola merengue e, mais tarde, com o azul real do Schalke 04.
História da carreira
A carreira de Raúl é uma narrativa épica que atravessa quase três décadas de futebol de elite. Estreou-se pelo Real Madrid em 1994, com apenas 17 anos, após Jorge Valdano ver nele algo especial. Rapidamente se tornou indispensável, conquistando o seu primeiro título de La Liga em 1994-95. Nos anos seguintes, foi o protagonista da era dos Galácticos antes dos Galácticos, formando duplas mortíferas com Davor Suker, Fernando Morientes e, mais tarde, Ronaldo Nazário e Ruud van Nistelrooy. Conquistou seis títulos de La Liga e três Ligas dos Campeões (1998, 2000 e 2002), marcando um dos golos mais icónicos da final de Glasgow contra o Bayer Leverkusen, embora a memória maior seja o pé esquerdo de Zidane. O seu golo na final de 2000 frente ao Valência, após uma corrida de meio-campo, é eterno. Nem tudo foram glórias: a não convocatória para o Euro 2008 e Mundial 2010, que Espanha venceu, deixou uma cicatriz profunda, e muitos consideram injusto que nunca tenha erguido um troféu pela Roja. Em 2010, numa saída emotiva, partiu para o Schalke 04, onde provou que continuava a ser classe mundial, vencendo a Taça da Alemanha e sendo idolatrado em Gelsenkirchen. Passou depois pelo Al-Sadd no Qatar e pelo New York Cosmos, antes de pendurar as chuteiras em 2015. O regresso ao Real Madrid como treinador das camadas jovens e, posteriormente, do Castilla, confirmou o seu estatuto de eterno madridista.
Lendas e companheiros de equipe
A carreira de Raúl foi moldada por figuras absolutamente decisivas. Jorge Valdano foi quem o lançou no plantel principal, acreditando no miúdo do bairro de San Cristóbal de los Ángeles. Com Fabio Capello, em 1996-97, explodiu definitivamente como goleador. Formou parcerias memoráveis com Fernando Morientes, com quem tinha uma química telepática nos cruzamentos, e com o brasileiro Roberto Carlos, que lhe servia bandejas perfeitas pela esquerda. No ataque, partilhou o balneário com Davor Suker, Predrag Mijatović, Nicolas Anelka, Ronaldo Fenómeno, Michael Owen e Ruud van Nistelrooy. Zinédine Zidane foi talvez o seu cúmplice criativo mais refinado, enquanto Guti lhe oferecia assistências de outro mundo. Rivais como Luís Figo – antes de este cruzar de Barcelona –, Rivaldo, Ronaldinho e, mais tarde, Samuel Eto'o foram os seus adversários directos nos clássicos. Treinadores como Vicente del Bosque, Carlos Queiroz e Bernd Schuster deixaram marca. Pela selecção espanhola, jogou com Fernando Hierro e Iker Casillas, seu sucessor na braçadeira de capitão merengue.
Camisas icônicas
As camisolas que Raúl envergou contam, por si só, a história do futebol moderno. A retro Raúl González camisola do Real Madrid dos finais dos anos noventa, com o patrocínio da Teka e depois da Siemens Mobile, é talvez a mais cobiçada pelos coleccionadores. O branco imaculado, a gola em V, o emblema real bordado – tudo fala de uma era em que o Madrid reinventava o mito. Iconicas são as camisolas da final da Champions de 1998 em Amesterdão e a de 2000 em Paris, esta última com Raúl a marcar um dos seus golos mais memoráveis. A camisola comemorativa do centenário do clube, de 2001-02, toda branca com detalhes dourados, é outra peça sagrada. Não esquecer as camisolas de visitante em dourado e azul-marinho, verdadeiras obras de arte dos kit designers da Adidas. Depois veio a era Schalke 04: o azul real com o patrocínio da Gazprom, que Raúl honrou com golos inesquecíveis contra o Inter em 2011. Pela selecção espanhola, a camisola vermelha com o número 7 e o nome RAÚL nas costas continua a ser procuradíssima, apesar das amarguras finais.
Dicas de colecionador
Uma retro Raúl González camisola autêntica vale pelo contexto histórico e pela raridade. As mais procuradas são as temporadas 1997-98, 1999-2000 e 2001-02 do Real Madrid, especialmente edições match-worn ou issued. Verifica sempre a etiqueta Adidas original, a qualidade da serigrafia do nome e número 7, e o emblema bordado em vez de estampado. Peças do centenário (2001-02) atingem valores elevados em estado perfeito. Camisolas do Schalke 04 entre 2010 e 2012, com o nome Raúl atrás, são raridades fora da Alemanha. Desconfia sempre de preços baixos demais – o mercado está repleto de réplicas.