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Retro Kai Havertz Camisola – O Herói de Porto 2021

Germany · Leverkusen, Chelsea, Arsenal

Há jogadores que entram no futebol como uma brisa suave, e há outros que chegam como uma tempestade inevitável. Kai Lukas Havertz pertence claramente ao segundo grupo. Nascido a 11 de junho de 1999 em Aachen, na Alemanha, este médio-atacante de movimentos elegantes e visão privilegiada revelou desde muito cedo uma maturidade técnica e tática que raramente se encontra em jogadores da sua geração. Com uma estatura física imponente aliada a uma técnica refinadíssima, Havertz não se encaixa nos moldes convencionais: não é um ponta-de-lança clássico, nem um médio-criativo típico, mas antes uma ameaça polivalente capaz de surgir em qualquer ponto do terço final com consequências devastadoras para as defesas adversárias. A sua trajetória pelos grandes palcos do futebol europeu — de Leverkusen a Londres, passando por Chelsea e Arsenal — é a de alguém predestinado à grandeza. Colecionar uma retro Kai Havertz camisola é guardar um pedaço de história do futebol alemão moderno, de uma carreira ainda em construção mas já repleta de momentos inesquecíveis.

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História da carreira

A história de Kai Havertz começa nos escalões de formação do Bayer Leverkusen, clube que o acolheu ainda criança e onde rapidamente se distinguiu como uma das promessas mais deslumbrantes do futebol alemão. Em 2016, com apenas 17 anos, estreou-se na equipa principal da Bundesliga, tornando-se um dos jogadores mais jovens a fazê-lo na história do clube. O que se seguiu foi uma ascensão meteórica: temporada após temporada, Havertz demonstrou que o seu talento não era uma miragem de juventude, mas sim uma realidade consistente e crescente. Elegante na condução de bola, com uma leitura de jogo surpreendente e um remate poderoso com ambos os pés, foi rapidamente apontado como o herdeiro de uma longa tradição alemã de médios-criadores de exceção. Em Leverkusen marcou mais de 46 golos em todas as competições antes de rumar a Inglaterra, contribuindo para campanhas europeias memoráveis e tornando-se capitão da equipa numa idade em que muitos ainda procuram um lugar no plantel.

No verão de 2020, numa transferência avaliada em cerca de 80 milhões de euros, Havertz assinou pelo Chelsea, tornando-se numa das contratações mais caras da história do clube londrino. A adaptação à Premier League mostrou as suas exigências: os primeiros meses foram difíceis, marcados por inconsistência e pela pressão de corresponder a um preço de transferência tão elevado. Porém, a chegada de Thomas Tuchel ao banco de suplentes em janeiro de 2021 transformou tudo. O treinador alemão compreendeu as capacidades únicas de Havertz e encontrou a forma de as potenciar no sistema tático dos blues. O culminar desta renovada confiança chegou na noite de 29 de maio de 2021, no Estádio do Dragão, no Porto, quando Havertz selou a vitória do Chelsea na final da Liga dos Campeões frente ao Manchester City com um golo de categoria superior — controlando a bola com serenidade antes de bater Ederson com precisão cirúrgica. Aquele momento valeu ao jovem alemão um lugar permanente na memória coletiva do futebol mundial. Nessa época histórica, o Chelsea conquistou ainda a Supertaça UEFA e o Mundial de Clubes da FIFA, com Havertz a desempenhar papéis relevantes em ambas as conquistas.

Em 2023, Havertz deu mais um passo ambicioso na sua carreira ao rumar ao Arsenal de Mikel Arteta por cerca de 65 milhões de libras. A adaptação inicial voltou a ser desafiante, com críticas de alguns setores da imprensa britânica, mas o internacional alemão mostrou uma vez mais a sua resiliência. Progressivamente, encontrou o seu melhor futebol sob a orientação de Arteta, contribuindo com golos e assistências determinantes numa equipa que disputa o título da Premier League com grande determinação. A carreira de Havertz com a seleção alemã conta já com dezenas de internacionalizações, participações em grandes torneios, e um papel de crescente importância no projeto nacional.

Lendas e companheiros de equipe

A carreira de Kai Havertz foi moldada por companheiros, treinadores e rivais que deixaram marcas indeléveis no seu desenvolvimento. Em Leverkusen, cresceu ao lado de jogadores como Moussa Diaby e os irmãos Bender, numa equipa que privilegiava o jogo de combinação e a criatividade, ambiente perfeito para a sua maturação técnica. No Chelsea, a chegada de Thomas Tuchel representou um ponto de viragem decisivo — o técnico alemão não só compreendeu as capacidades do compatriota como lhe deu a liberdade tática necessária para brilhar. Ao seu lado jogaram N'Golo Kanté, o motor incansável do meio-campo, e Mason Mount, companheiro com quem desenvolveu uma cumplicidade assinalável. Timo Werner, também alemão, foi um colega de ataque com quem partilhou não só o balneário como também os desafios de adaptação ao futebol inglês.

No Arsenal, Havertz encontrou em Bukayo Saka e Martin Ødegaard dois aliados criativos que elevaram o seu jogo a um novo patamar. A química com o capitão norueguês e a capacidade de combinação com o extremo inglês revelaram uma dimensão mais coletiva e generosa do seu futebol. Na seleção alemã, partilhou vestiário com Toni Kroos, Thomas Müller e Joshua Kimmich, veteranos que lhe transmitiram experiência e mentalidade vencedora. Rivais como Kevin De Bruyne e Erling Haaland serviram de termômetro para medir a sua evolução, enquanto os duelos contra as defesas mais sólidas da Europa forjaram um jogador mais completo e determinado.

Camisas icônicas

As camisolas que Kai Havertz envergou ao longo da carreira contam uma história visual apaixonante para qualquer colecionador. Em Leverkusen, o jovem Havertz brilhou nas icónicas cores vermelho e preto do clube renano, camisolas com um design limpo e moderno que se tornaram cada vez mais procuradas à medida que a sua estrela subia. Os modelos das temporadas entre 2017 e 2020 são especialmente valorizados, por corresponderem ao período em que Havertz se revelou ao mundo e estabeleceu recordes de juventude no futebol alemão.

A camisola azul do Chelsea da época 2020-21 é, sem dúvida, a mais cobiçada pelos colecionadores: foi com ela que Havertz marcou o golo decisivo na final da Champions League no Porto, um momento que elevou o jovem alemão ao estatuto de herói eterno para os adeptos londrinos. Os modelos de jogo daquela temporada histórica, com o número 29 e o nome Havertz nas costas, atingem valores consideráveis no mercado de camisolas retro. A retro Kai Havertz camisola dessa época é uma peça de museu vivo.

No Arsenal, as camisolas vermelhas com mangas brancas da sua primeira temporada (2023-24) já ganham o estatuto de clássico moderno, especialmente os modelos usados em jogos decisivos da Premier League e das competições europeias. Para a seleção alemã, as camisolas brancas com pormenores negros usadas nos grandes torneios são também muito procuradas. A Adidas, fornecedora histórica de vários destes equipamentos, garante uma qualidade de confeção que envelhece muito bem.

Dicas de colecionador

Para um colecionador sério, a retro Kai Havertz camisola mais valiosa é inequivocamente a do Chelsea 2020-21 — época da conquista da Liga dos Campeões —, de preferência em versão player issue ou match worn com certificação de autenticidade. O estado de conservação é determinante: camisolas em estado Excelente ou Bom valem substancialmente mais. As de Leverkusen entre 2018 e 2020, correspondentes ao seu apogeu no futebol alemão, são cada vez mais difíceis de encontrar em bom estado e por isso muito apreciadas. Verifique sempre a qualidade da impressão do nome e número, as etiquetas originais do fabricante e, se possível, adquira com documentação de proveniência. Versões autografadas pelo próprio Havertz acrescentam um valor considerável à peça.