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Retro David Trezeguet Camisola – O Avançado que Fez Chorar Itália e Sorrir França

France · Monaco, Juventus

David Sergio Trezeguet é um daqueles nomes que desperta sentimentos contraditórios em qualquer adepto de futebol com memória longa. Nascido em Rouen mas criado em Argentina, o avançado franco-argentino tornou-se uma das referências máximas do futebol europeu entre o final dos anos 90 e a primeira década de 2000. Com a sua estatura imponente, o seu posicionamento cirúrgico dentro da área e aquele remate seco que parecia sempre encontrar o fundo da baliza, Trezeguet construiu uma carreira que o levou do pequeno e elegante Mónaco aos corredores gloriosos da Juventus de Turim. A retro David Trezeguet camisola é hoje um objecto de culto entre coleccionadores, precisamente porque representa uma era em que o ponta-de-lança clássico ainda reinava no futebol europeu. Poucos jogadores conseguiram ser tão eficazes dentro dos dezoito metros, e menos ainda marcaram golos tão decisivos em momentos tão históricos. Falar de Trezeguet é falar do Euro 2000, da Scudetti da Vecchia Signora e de uma geração dourada do futebol francês que o mundo inteiro aplaudiu.

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História da carreira

A carreira de David Trezeguet começou a ganhar contornos sérios no Mónaco, onde aterrou ainda adolescente depois de uma infância passada em Argentina, no Platense. No Principado, sob a orientação de Jean Tigana e mais tarde Claude Puel, formou uma dupla ofensiva explosiva com Thierry Henry que ficaria para a história. Juntos, conquistaram o título da Ligue 1 na época 1996/97 e chegaram às meias-finais da Liga dos Campeões em 1998. Foi também no Mónaco que Trezeguet começou a ser chamado à selecção francesa, numa altura em que os Bleus atravessavam a fase mais gloriosa da sua história. Em 1998, tornou-se campeão mundial com a França, ainda como jovem promessa. Dois anos depois, no Euro 2000, entrou para a lenda ao marcar o golo de ouro na final contra a Itália, deixando o Stadio de Feyenoord em delírio e quebrando corações transalpinos que anos depois teria de volta a reconquistar. Em 2000, transferiu-se justamente para Turim, para vestir as cores da Juventus, onde permaneceu uma década inteira. Na Vecchia Signora, conquistou dois Scudetti (mais tarde retirados no escândalo Calciopoli), tornou-se o melhor marcador estrangeiro da história do clube à data e carregou a equipa durante a temporada traumática na Serie B após o despromoção administrativa de 2006. Esse momento, aliás, definiu o seu carácter: em vez de fugir, ficou, jogou na segunda divisão italiana e ajudou a Juve a regressar imediatamente ao patamar maior. Viveu ainda aventuras no Hércules espanhol, no River Plate argentino, no Baniyas dos Emirados e no Newell's Old Boys, terminando uma carreira marcada por golos decisivos, lesões penosas e uma lealdade rara ao clube que o consagrou.

Lendas e companheiros de equipe

A história de Trezeguet não se pode contar sem mencionar os companheiros e adversários que moldaram a sua carreira. No Mónaco, a parceria com Thierry Henry foi quase telepática, anunciando já o que ambos viriam a fazer nos palcos maiores do futebol europeu. Na selecção francesa, partilhou balneário com monstros como Zinedine Zidane, Patrick Vieira, Didier Deschamps, Lilian Thuram e Marcel Desailly, formando o núcleo duro da geração que dominou o mundo entre 1998 e 2000. Na Juventus, o seu parceiro de ataque mais emblemático foi Alessandro Del Piero, com quem formou uma dupla de eficácia rara – o italiano a criar, o francês a finalizar. Sob o comando de treinadores como Marcello Lippi, Fabio Capello e Didier Deschamps, aprendeu disciplina táctica italiana e maturidade competitiva. Entre os rivais, nunca esqueceu Fabio Cannavaro, defesa que o fez suar em milhares de duelos na Serie A, nem Gianluigi Buffon, seu companheiro em Turim mas adversário nas selecções. E claro, a amarga lembrança de Marco Materazzi e da final do Mundial de 2006, quando Trezeguet foi o único francês a falhar o seu pénalti na final perdida para Itália – uma ironia cruel, dado o golo de ouro de 2000.

Camisas icônicas

Vestir uma retro David Trezeguet camisola é reviver duas das identidades cromáticas mais icónicas do futebol moderno. A camisola branca e preta da Juventus, com as listras verticais clássicas e o patrocínio da Sportal, Fastweb, New Holland ou Tamoil consoante a época, é um dos símbolos mais desejados pelos coleccionadores que procuram peças do início dos anos 2000. A camisola da época 2002/03, altura em que a Juve chegou à final da Liga dos Campeões em Old Trafford, é particularmente procurada, tal como a da temporada 2005/06 – ainda que marcada pelo escândalo posterior. Também a camisola da Serie B 2006/07 tem um estatuto especial entre os fãs bianconeri, pela carga emocional que representa. A camisola azul da França com o número 20, usada na final do Euro 2000, é outro objecto cobiçado, tal como a do Mundial 98. Do lado do Mónaco, a icónica diagonal vermelha e branca torna qualquer retro David Trezeguet camisola uma peça distinta em qualquer colecção. Os coleccionadores mais exigentes procuram match-worn, mas as edições de fã originais da Nike ou Kappa também atingem valores consideráveis em bom estado.

Dicas de colecionador

Ao procurar uma retro David Trezeguet camisola, vale a pena focar nas épocas douradas da Juventus entre 2000 e 2006, altura em que o francês atingiu o seu auge goleador. As camisolas Nike da Juve com o número 17 nas costas são as mais autênticas da sua era. Confirme sempre a etiqueta interna, a qualidade da serigrafia dos patrocínios e o estado dos bordados do escudo e da estrela. Peças da selecção francesa do Euro 2000 são raridades genuínas. Quanto melhor o estado de conservação e mais próximo de deadstock, maior o valor de mercado entre coleccionadores sérios de futebol retro.