RetroCamisa

Retro Roberto Baggio Camisola – O Divino Codino Eterno

Italy · Fiorentina, Juventus, AC Milan

Poucos nomes evocam tanta poesia no futebol como Roberto Baggio. O italiano, apelidado carinhosamente de Il Divin Codino graças ao célebre rabo de cavalo, foi muito mais do que um simples avançado: foi um artista com chuteiras, um segundo avançado ou médio ofensivo capaz de transformar um relvado num palco de sonhos. Tecnicamente brilhante, especialista em livres enrolados e em dribles que deixavam defesas a agarrar o vento, Baggio é amplamente considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos. A sua carreira cruzou décadas gloriosas e clubes míticos — Fiorentina, Juventus, AC Milan, Bologna, Inter e Brescia — deixando um rasto de golos memoráveis e momentos que ainda hoje fazem suspirar quem cresceu nos anos 80 e 90. Uma retro Roberto Baggio camisola não é apenas uma peça de algodão; é um fragmento daquela Itália futebolística dourada, daquele Calcio invencível que dominou o planeta. Para colecionadores e adeptos apaixonados, vestir uma retro camisola de Baggio é reviver a magia.

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História da carreira

A ascensão de Roberto Baggio começou no Vicenza, mas foi na Fiorentina que se tornou ídolo. Entre 1985 e 1990, os adeptos viola adoraram-no como um santo laico — tanto que, quando foi transferido para a Juventus por uma quantia recorde mundial em 1990, houve tumultos nas ruas de Florença. Na Juve, Baggio conquistou a Taça UEFA em 1993 e o Scudetto em 1994-95, tornando-se o melhor jogador do mundo ao vencer a Bola de Ouro em 1993. O auge simbólico chegou no Mundial de 1994 nos Estados Unidos, onde praticamente carregou a Itália sozinho até à final — para depois enviar o penálti decisivo por cima da barra frente ao Brasil, uma imagem que o próprio descreveria como cicatriz eterna. Seguiu-se o AC Milan, onde conquistou mais um Scudetto em 1995-96, apesar de nunca ter sido totalmente aproveitado pelos treinadores rossoneri. Num reencontro com o destino, voltou a disputar Mundiais em 1998 e quase chegou a 2002 com o humilde Brescia, onde fechou a carreira em beleza, marcando mais de 45 golos nas últimas quatro épocas. Entre triunfos, lesões devastadoras no joelho, desentendimentos com treinadores como Arrigo Sacchi e Marcello Lippi, e sempre aquele ar sereno e budista — Baggio converteu-se ao budismo em 1988 —, a sua história é feita de grandeza humana tanto quanto desportiva.

Lendas e companheiros de equipe

A carreira de Roberto Baggio foi moldada por companheiros extraordinários, adversários ferozes e treinadores exigentes. Na Fiorentina, partilhou balneário com Stefano Borgonovo e contou com Sven-Göran Eriksson no banco numa fase formadora. Na Juventus, formou dupla com Gianluca Vialli e depois com Fabrizio Ravanelli e Alessandro Del Piero — precisamente o jovem Del Piero que acabou por herdar o seu lugar, num dos episódios mais delicados da sua carreira. Marcello Lippi foi o técnico que, segundo o próprio Baggio, não o valorizou o suficiente. No Milan, coincidiu com Franco Baresi, Paolo Maldini, George Weah e Zvonimir Boban, sob a batuta de Fabio Capello. A relação complicada com Arrigo Sacchi na Selecção Italiana ficou famosa, apesar de Sacchi o ter levado à final de 1994. Cesare Maldini e, mais tarde, Dino Zoff também passaram pela sua carreira internacional. Rivais como Diego Maradona, Marco van Basten e Ronaldo elevaram-no ao seu nível mais alto. No Brescia, Carlo Mazzone tornou-se numa figura paternal, devolvendo-lhe a alegria de jogar.

Camisas icônicas

As camisolas usadas por Roberto Baggio pertencem ao panteão do design futebolístico. A lilás-violeta da Fiorentina dos anos 80 e 90, com patrocínios lendários como o da Abete Ricami e, mais tarde, o mítico icónico da Essevi, é uma das mais procuradas no mercado retro. A Juventus listrada a preto e branco de 1992-93, com a qual conquistou a Taça UEFA, e a equipação da época 1994-95 do Scudetto, com o patrocínio Danone, são peças de culto. Os colecionadores procuram igualmente a camisola rossonera do AC Milan do Scudetto de 1995-96 com o patrocínio Opel, bem como a camisola azul da Selecção Italiana do Mundial de 1994, eternizada no verão americano. Do final de carreira, a azul do Brescia com patrocínio Ottica Avanzi tornou-se inesperadamente popular. Cada retro Roberto Baggio camisola conta um capítulo: os livres enrolados em Florença, o penálti em Pasadena, o golo frente à Checoslováquia, os livres diretos no Rigamonti. Vestir uma retro camisola dele é evocar uma época inteira do Calcio.

Dicas de colecionador

O que faz uma retro Roberto Baggio camisola verdadeiramente valiosa é a combinação de época, clube e estado de conservação. As mais cobiçadas são a Fiorentina de 1989-90, a Juventus de 1992-93 e 1994-95, o AC Milan de 1995-96, a Itália de USA 94 e a Brescia dos últimos anos. Verifique sempre as etiquetas originais da Diadora, Kappa, Lotto ou Nike conforme o período, a qualidade da serigrafia do nome e do número 10, e eventuais buracos ou descoloração. Peças em estado Mint ou Excellent mantêm muito melhor valor, e camisolas match-worn atingem preços de colecionador sérios.