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Retro Harry Kewell Camisola – O Mago Australiano de Leeds a Anfield

Australia · Leeds, Liverpool

Harry Kewell foi, durante mais de uma década, o jogador australiano mais talentoso a pisar os relvados europeus. Nascido em Sydney em 1978, cresceu a sonhar com os grandes palcos do futebol inglês e, ainda adolescente, cruzou meio mundo para se juntar ao Leeds United. Canhoto elegante, com um drible curto e explosivo e uma capacidade rara para rasgar defesas pelo flanco esquerdo, Kewell rapidamente se transformou numa figura de culto em Elland Road. Os adeptos chamavam-lhe simplesmente "Harry", e a retro Harry Kewell camisola ainda hoje evoca uma era em que o Leeds sonhava grande na Liga dos Campeões. Mais tarde, vestiu o vermelho sagrado do Liverpool e conquistou a Europa numa das noites mais lendárias da história do clube, em Istambul. Por entre lesões crónicas e regressos heróicos, Kewell tornou-se símbolo daquilo que os Socceroos podiam alcançar. Colecionar uma retro Harry Kewell camisola é guardar um pedaço de uma carreira feita de talento puro e resiliência.

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História da carreira

A história de Harry Kewell começa verdadeiramente em 1995, quando o jovem australiano chegou à academia do Leeds United. Estreou-se na equipa principal com apenas 17 anos e, sob orientação de David O'Leary, tornou-se peça central de uma geração dourada que incluía Alan Smith, Rio Ferdinand e Mark Viduka. Em 1999-2000, o Leeds chegou às meias-finais da Taça UEFA, e na temporada seguinte alcançou as meias-finais da Liga dos Campeões, eliminando o Deportivo La Coruña antes de cair frente ao Valencia. Kewell foi eleito o Jovem Jogador do Ano pela PFA em 2000, um reconhecimento raro para um estrangeiro em Inglaterra. Com o colapso financeiro do Leeds, foi vendido ao Liverpool em 2003 por 5 milhões de libras, numa transferência envolta em polémica quanto às comissões pagas ao seu agente. Em Anfield marcou golos importantes, mas foi a final da Liga dos Campeões de 2005, em Istambul, que entrou para a lenda: Kewell entrou como titular frente ao AC Milan, saiu lesionado aos 23 minutos sob vaias injustas, mas ergueu a taça numa das maiores reviravoltas de sempre. As lesões musculares e nas virilhas perseguiram-no durante anos, mas regressou sempre. Em 2006 representou a Austrália no Mundial da Alemanha, marcando o golo decisivo frente à Croácia que colocou os Socceroos nos oitavos-de-final pela primeira vez. Seguiram-se passagens pelo Galatasaray, onde conquistou o título turco em 2008, e depois regressou ao Melbourne Victory, encerrando o círculo em casa.

Lendas e companheiros de equipe

A carreira de Harry Kewell foi moldada por companheiros e treinadores marcantes. Em Leeds, formou com Mark Viduka uma dupla australiana temida em toda a Premier League, e partilhou balneário com Rio Ferdinand, Jonathan Woodgate, Alan Smith e o capitão Lucas Radebe. David O'Leary foi o técnico que lhe deu liberdade para expressar todo o talento, enquanto Terry Venables e Peter Reid geriram os anos mais turbulentos do clube. Na chegada a Anfield, Gérard Houllier apostou nele e depois Rafa Benítez transformou-o em peça tática de um Liverpool campeão europeu, ao lado de Steven Gerrard, Xabi Alonso, Jamie Carragher e Luis García. Rivais como Cristiano Ronaldo, Ryan Giggs e Thierry Henry obrigavam-no a superar-se em cada dérbi. Pela seleção australiana, vestiu a braçadeira ao lado de Tim Cahill, Lucas Neill e Mark Schwarzer, sob o comando de Guus Hiddink no inesquecível Mundial de 2006. No Galatasaray, foi companheiro de Milan Baroš, e em Istambul provou que o seu talento ultrapassava as lesões que tanto o atormentaram.

Camisas icônicas

As camisolas usadas por Harry Kewell são verdadeiras relíquias para colecionadores. A branca do Leeds United, com o patrocínio da Strongbow ou da Nike a partir de 2000-01, é talvez a mais icónica: simples, elegante, com o escudo do pavão e o número 10 ou 9 nas costas. As versões de 1999-2002, fabricadas pela Nike, são particularmente procuradas por evocarem a aventura europeia do clube. A seguir, a retro Harry Kewell camisola do Liverpool – vermelho sangue com patrocínio Carlsberg e equipamento Reebok – é sagrada entre os adeptos, sobretudo a edição de 2004-05 que venceu a Liga dos Campeões em Istambul. A versão de fora, branca com detalhes dourados, é uma das mais cobiçadas do mercado retro. A camisola amarelo-dourada da seleção australiana no Mundial de 2006, com o emblema dos Socceroos e patrocínio Nike, é outra peça icónica, especialmente a usada no golo frente à Croácia. Também a camisola vermelha e amarela do Galatasaray, do título de 2007-08, atrai colecionadores turcos e australianos em igual medida.

Dicas de colecionador

Uma retro Harry Kewell camisola valiosa reúne três critérios: época, estado e autenticidade. As mais procuradas são a do Leeds 2000-01 (meias-finais da Champions), a do Liverpool 2004-05 (vitória em Istambul) e a da Austrália 2006 (Mundial da Alemanha). Verifique sempre as etiquetas originais Nike, Reebok ou Umbro, as costuras do escudo e a qualidade do patrocínio serigrafado. Peças em bom estado, sem nomes personalizados adulterados, valorizam-se ano após ano. Procure fotos detalhadas das costuras internas e do tag de tamanho antes de comprar, especialmente em edições dos anos 2000.