Retro CD Leganés Camisola – A Glória dos Pepineros
Há clubes que existem para ganhar títulos, e há clubes que existem para provar que o futebol vai muito além dos troféus. O CD Leganés é, sem dúvida, um destes últimos – um clube de alma operária, enraizado numa cidade-satélite de Madrid, que durante décadas resistiu ao anonimato antes de viver momentos que ficaram para sempre gravados na memória do futebol espanhol. Fundados em 1928 numa localidade conhecida pela cultura do pepino, os Pepineros carregam com orgulho um apelido que poderia ser ridicularizado mas que se tornou símbolo de identidade e resistência. As camisolas azuis e brancas de Leganés representam mais do que um equipamento: são o estandarte de uma comunidade que recusou sempre render-se à sombra dos gigantes da capital. Com apenas 7 camisolas retro do CD Leganés disponíveis na nossa loja, cada peça é uma janela para uma história improvável e absolutamente fascinante de determinação, loucura e puro amor pelo futebol.
História do clube
A história do CD Leganés começa oficialmente a 23 de junho de 1928, quando um grupo de entusiastas locais decidiu fundar um clube que representasse a cidade de Leganés, situada a poucos quilómetros a sul de Madrid. Os primeiros anos foram humildes ao extremo: a equipa estreou-se na sexta divisão do futebol espanhol, onde o simples ato de jogar já era considerado uma vitória. Durante décadas, Leganés foi sinónimo de futebol de bairro, de equipamentos remendados e de bancadas preenchidas por vizinhos que nunca perdiam um jogo independentemente do frio ou do calor da planície castelhana.
Durante os anos 60 e 70, o clube foi crescendo lentamente pelas divisões inferiores, estabelecendo-se no Estadio Luis Rodríguez de Miguel como a sua casa, um recinto modesto que refletia perfeitamente a escala do projeto. A transição para o Estadio Municipal Butarque, inaugurado em 1998, representou uma viragem simbólica: o clube estava a construir estruturas para um futuro mais ambicioso, mesmo que esse futuro ainda tardasse em chegar.
As décadas de 1980 e 1990 trouxeram alguma estabilidade na Segunda División B e na Segunda División, sem que os grandes voos se materializassem. O Leganés era um clube respeitável no panorama médio do futebol espanhol, mas a La Liga parecia uma miragem impossível para uma cidade que vivia à sombra do Real Madrid e do Atlético de Madrid.
A grande revolução chegou em 2016. Sob o comando do treinador Asier Garitano, o Leganés disputou a fase de promoção à La Liga e, num dos momentos mais emotivos do futebol espanhol recente, conseguiu a promoção histórica. Pela primeira vez em 88 anos de existência, os Pepineros iam jogar na máxima divisão do futebol espanhol. A festa em Leganés foi indescritível.
Na La Liga, o clube não veio apenas para participar. Na época 2017-18, o Leganés protagonizou um dos momentos mais memoráveis da Copa del Rey moderna: eliminou o Real Madrid no Bernabéu com uma vitória por 2-1 nos quartos de final, numa das maiores surpresas da história recente da competição. O golo de Luciano Netto que selou a passagem para as meias-finais entrou imediatamente para o folclore do futebol espanhol. O clube permaneceu na La Liga durante três épocas consecutivas (2016-17, 2017-18 e 2018-19), antes de regressar à Segunda División numa despedida agridoce que não apagou nenhuma das glórias conquistadas.
Grandes jogadores e lendas
Ao longo da sua história, o CD Leganés contou com jogadores que, apesar de nunca terem alcançado a fama mundial, deixaram marcas indeléveis no coração dos adeptos Pepineros. A época dourada na La Liga atraiu um elenco diversificado e de qualidade considerável para a modesta Butarque.
Gabriel Pires foi, talvez, o jogador que mais encantou os adeptos durante a aventura na primeira divisão. O médio português, com a sua elegância no passe e visão de jogo, tornou-se rapidamente num dos preferidos do Butarque e acabou por sair em direção ao Benfica, levando consigo as saudades de uma cidade inteira. O seu percurso em Leganés é lembrado com enorme carinho.
Joselu, o avançado espanhol que mais tarde representaria o próprio Real Madrid, passou por Leganés numa fase importante da sua carreira, contribuindo com golos decisivos. Youssef El-Arabi, o avançado marroquino, também brilhou com as cores azul e branco, tornando-se num dos maiores artilheiros do clube na sua passagem pela La Liga.
No sector defensivo, Marko Dmitrović afirmou-se como um dos guarda-redes mais sólidos da competição, atraindo atenções de clubes bem maiores. Roberto Rosales, defesa venezuelano, e Unai Bustinza foram peças fundamentais na resistência que o Leganés opôs às melhores equipas do país.
Na liderança técnica, Asier Garitano é figura reverenciada por ter cumprido o milagre da promoção à La Liga, enquanto Mauricio Pellegrino assumiu o comando na fase mais brilhante do clube a nível europeu, conduzindo o barco durante a histórica campanha da Copa del Rey que derrubou o todopoderoso Real Madrid no seu próprio reduto.
Camisas icônicas
As camisolas do CD Leganés são um reflexo fiel da identidade do clube: simples, honestas e profundamente reconhecíveis. As cores azul e branco, apresentadas em riscas verticais clássicas, nunca cederam às modas passageiras e mantiveram ao longo das décadas uma coerência visual que é, em si mesma, uma declaração de princípios.
As retro CD Leganes camisolas das épocas dos anos 80 e 90, quando o clube disputava as divisões intermédias do futebol espanhol, têm um charme particular: tecidos mais pesados, cortes mais largos e patrocinadores locais que hoje evocam uma época em que o futebol de bairro era genuinamente de bairro. São peças que os colecionadores mais atentos procuram com afinco pela sua raridade e autenticidade.
A CD Leganes retro camisola da época da histórica promoção à La Liga em 2016 é, sem dúvida, a mais procurada do mercado colecionável. O equipamento azul e branco que os jogadores usaram nessa temporada transformou-se imediatamente num artefacto histórico. Da mesma forma, as camisolas da temporada 2017-18 – aquela em que o Leganés eliminou o Real Madrid da Copa del Rey – atingem valores consideráveis entre colecionadores que reconhecem a importância histórica desse momento.
Os equipamentos alternativos, frequentemente brancos com detalhes em azul ou com variações cromáticas inesperadas, oferecem igualmente peças interessantes para quem quer diversificar uma coleção dedicada ao futebol espanhol das últimas décadas.
Dicas de colecionador
Para os colecionadores, as camisolas da época 2017-18 são absolutamente prioritárias – foi o ano da lendária eliminação do Real Madrid na Copa del Rey, e qualquer peça dessa temporada carrega um peso histórico enorme. As camisolas usadas em jogo (match-worn) dessa campanha são extraordinariamente raras e valem o investimento. Para quem começa a colecionar, as réplicas das épocas La Liga (2016-2019) em condição excelente ou muito boa representam o melhor equilíbrio entre valor histórico e acessibilidade. Inspeciona sempre as costuras, o estado do emblema bordado e a autenticidade das etiquetas internas antes de adquirir qualquer peça vintage.